Papagaio do Congo - Psittacus e. erithacus

 


Sua plumagem em geral é cinza claro, mas ocasionalmente pode ser escura, a área facial é branca e não possui plumagem, as penas da cabeça têm o bordo claro, as penas do abdômen tem bordo cinza escuro, a parte mais baixa das costas é cinza bem claro, as penas primárias são cinzas bem escuras, o rabo e a parte coberta pelo mesmo são vermelhos, o bico é preto, sua íris é amarela clara e seus pés são cinzas escuros.
Fonte: parrotsplace


 

Espécie:  Psittacus e. erithacus


Psittacus e. erithacus (Linné 1758)
Inglês: Grey Parrot
Português: Papagaio do Congo
Distribuição: Sudeste da Costa do Marfim até o oeste do Quênia e do sul ao norte de Angola, sul do Congo e noroeste da Tanzânia.
Descrição: Sua plumagem em geral é cinza claro, mas ocasionalmente pode ser escura, a área facial é branca e não possui plumagem, as penas da cabeça têm o bordo claro, as penas do abdômen tem bordo cinza escuro, a parte mais baixa das costas é cinza bem claro, as penas primárias são cinzas bem escuras, o rabo e a parte coberta pelo mesmo são vermelhos, o bico é preto, sua íris é amarela clara e seus pés são cinzas escuros.
Comprimento: 33 cm.
Nota: Os pássaros da Nigéria em média possuem a parte coberta pelas asas mais escuras, os do Congo em média são maiores, ocasionalmente podem ter algumas ou muitas penas salmão, mas estarão dentro de variação de cor da espécie.
 
 Sub-espécies:
 Psittacus e. princeps


Psittacus e. princeps (Boyd Alexander)
Inglês: Princeps Grey Parrot
Português: Papagaio do Congo Princeps
Distribuição: Estão restritos as ilhas Príncipe e Fernando Poo, no golfo da Guiné.
Descrição: Semelhante ao erithacus, mas com a coloração ligeiramente mais escura. Existe um pouco de dificuldade em diferenciá-las.
Comprimento: 33 cm.
 
 
Psittacus e. timneh

Psittacus e. timneh (Fraser 1844)
Inglês: Timneh Grey Parrot
Português: Papagaio Timneh

 


Distribuição: Sul da Guiné, Serra Leão, Libéria e a maior parte do oeste da costa do Marfim.
Descrição: Semelhante ao erithacus, mas a cor cinza geralmente é mais escura, o peito é bem mais escuro e o abdômen mais claro, a parte coberta pelo rabo é vermelho tendendo ao marrom escuro assim como o rabo, a parte de cima do bico é cinza bem claro e ligeiramente róseo, dando um grande contraste com a de baixo que é preta. É menor em tamanho.
Comprimento: 30 cm.
Hábitat: Planícies arborizadas, savanas com árvores, bosques de savanas e algumas áreas próximas da costa. Evitam assentamentos humanos.
Status: Comum, mas a população de timneh está em relativo perigo em algumas localidades por causa do comércio.
Hábitos: Andam em pares ou grupos pequenos durante dia, ao crepúsculo vão para as palmeiras altas ou árvores em extremidades de florestas ao longo de rios ou lagos, ocasionalmente várias centenas pássaros se congregam. Freqüentemente saem de suas árvores de descanso antes do amanhecer e voam para as áreas de alimentação, tímidos, normalmente não permitem aproximação, só descem ao chão durante dia para beber em rios e lagos, seu vôo é rápido e direto, feito com batidas regulares de asas, ruidoso e facilmente identificável durante vôo, porém não fazem barulho quando estão se alimentando, seu chamado consiste em uma série de gritos altos, melódicos e assobios, seu grito de alarme é rouco.
Características: É provavelmente o papagaio de porte médio mais conhecido em todo o mundo. Sua cor cinzenta em “degrade” terminando no rabo curto e quadrado de cor vermelho carmim e a pele nua e branca que rodeia o olho são características únicas e muito conhecidas no meio dos criadores. No entanto, a particularidade que o caracteriza no mundo inteiro, mesmo para as pessoas que têm poucos conhecimentos sobre, é a sua habilidade de repetir palavras e de ser um grande falador. Tem desaparecido de seu habitat natural devido ao desmatamento e a sua captura para o mercado de animais de estimação. São animais que se adaptam muito bem ao convívio com seres humanos, sendo que, mesmo no estado selvagem, toleram a sua presença e a sua aproximação, parecendo ter prazer nisso. Em cativeiro temos que ter o cuidado, e isto se aplica a todas as espécies de papagaios, para que eles sejam o mais felizes possível. Uma ave que está muito tempo sozinha e fechada em casa, que está perto de ruídos estranhos ou em condições (gaiola, alimentação e distrações) pobres, não é uma ave feliz. Papagaios são aves muito sociáveis que precisam da companhia de outras aves ou de pessoas; como todos os seres vivos, querem atenção e as melhores condições, sem essas se tornam tristes e podem entrar em stress, chegando mesmo a arrancar as próprias penas e até as próprias unhas, casos que depois são muito difíceis de corrigir.
A condição mais importante para quem compra, seja uma ave de companhia ou para criação, é saber a história da ave. Deve-se sempre comprar aves criadas em cativeiro, tentando assim contribuir para a não extinção da mesma, além de também facilitar a nossa relação com elas. Quando criadas em criatórios, estão acostumadas à presença de seres humanos e dificilmente sofrem stress ou contraem doenças, estando aclimatadas às condições de cativeiro.
Quando se tem um casal não é muito difícil que se consigam filhotes. Se quiser fazer uma criação, leva-se em conta que um casal reprodutor não é só um macho e uma fêmea, e sim, um macho e uma fêmea compatíveis. Como nos humanos, por vezes um não gosta do outro. Se tiver a certeza que é um macho e uma fêmea, que são adultos (mais de 03 anos) e que não reproduzem, algo está errado, pode ser que não sejam um par compatível. Procure encontrar o possível problema e, se chegar à conclusão da incompatibilidade, troque uma das aves.
A repetição de uma grande quantidade de palavras e de sons é, como já foi dito, uma habilidade inigualável no mundo das aves. No entanto, nem todas são iguais e umas têm mais facilidade em aprender do que outras. Se comprar um papagaio como companhia e deseja que ele repita algumas palavras, não se deixe desanimar se tal não acontecer em alguns meses. Uma boa qualidade de vida e muitas brincadeiras lhe darão confiança para começar e depois... bem... não digam que querem sossego!
Dimorfismo: Os machos de um modo geral são mais escuros e a íris é redonda. Enquanto as fêmeas de um modo geral são mais claras e a íris é elíptica, porém, a maneira mais segura é através da sexagem.


Fêmea à esquerda e macho à direita


Dieta natural: Sementes, nozes, frutas, tâmaras, bagas e néctar, mas preferem os frutos das palmeiras (Elaeis guinensis), ocasionalmente se alimentam em plantações de milho e causam um dano considerável.
Alimentação: Em cativeiro deve-se oferecer a maior variedade de frutas, sementes (girassol, semente de abóbora, alpiste, arroz com casca, aveia, etc...), sementes germinadas e legumes. Gostam muito de milho verde, mas são verdadeiramente apaixonados por frutas. Não devem comer muita aveia no máximo (03) vezes por semana para não engordarem muito e ter sempre atenção para não abusar do girassol, que em excesso podem causar problemas no fígado e levá-lo a morte. Possuem uma tendência para escolher uma dieta desequilibrada e se tornarem obesos. Existem complexos granulados muito vantajosos do ponto de vista substancial, pois oferecem uma grande variedade de vitaminas e outros componentes necessários à boa saúde das aves. Ração peletizada específica para congos e outros psitacídeos poderão ser encontradas em lojas especializadas.
Período de reprodução: De julho a dezembro.
Reprodução: É alcançada regularmente. É essencial isolar o casal durante esse período, colocá-los em um viveiro quieto e um pouco escuro é muito vantajoso. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento. Quando é possível, é interessante que a medida em que a fêmea coloque os ovos, vá se retirando e trocando por ovos de plástico e assim que ela termine de botar o último ovo, retire-se os de plástico e coloque os de verdade, para que ela comece a chocá-los ao mesmo tempo, evitando-se assim que os filhotes nasçam em dias diferentes, o que seria muito ruim porque os que nascerem primeiro, muitas das vezes, não permitem que os mais novos se alimentem direito, vindo no final a falecer.
Amadurecimento sexual: 03 a 04 anos.
Idade reprodutiva: Acredita-se que um papagaio do congo pode viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 40 e 80 anos e que consiga reproduzir até os 50 anos ou mais.
Quantidade de ovos: Postura de 03 a 04 ovos normalmente, ocasionalmente podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até quatro posturas por ano. Ovo mede 39.4 x 31.0 mm.
Ninhos: Na natureza fazem seus ninhos nos ocos de árvores altas e muitas vezes mortas. Já fora observado ninhos a uma altura de 30m do solo. Costumam forrá-los com pequenos pedaços de madeira deteriorada. Em cativeiro, verticais em “L” são os preferidos porque evita que os pais ao descer se joguem em cima dos filhotes. Deverão ser revestidos de chapa na entrada, nos cantos externos e algumas partes internas, para que elas não o destruam. É interessante que a boca do ninho seja protegida por uma folha de zinco. Assim como as quinas do ninho que o bico delas pode alcançar, por cantoneiras de ferro para evitar que elas o destruam. Além disso, deve-se pregar uma tela por dentro da boca até o fundo do ninho, para facilitar sua descida e subida. Havendo a possibilidade, os ninhos feitos de toco de árvore têm uma ainda melhor aceitação.


Tempo de incubação: 26 dias.


Filhotes: O filhote é igual ao adulto, mas no erithacus e no princeps, a íris é cinza e o rabo vermelho tem as pontas escuras e no timneh, o rabo é vermelho e a íris cinza. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e conseqüentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 11 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Para que fique manso (pet), é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.
Viveiros: Podem ser criadas em gaiolas de 1m/1,2m/3m, mas há necessidade de entretenimento, do contrário podem desenvolver vários vícios como o de gritar alto, destruir com o bico tudo ao seu redor e até arrancar as próprias penas. A solução é mantê-la ocupada com coisas para brincar e mastigar como: poleiros, brinquedos de madeira ou os importados próprios para ela, ossos de couro de boi para cães e alimentos de difícil acesso (nozes, sementes, castanhas, vagens e etc.). Por causa de tal comportamento e por serem monogâmicas, aconselha-se manter apenas um casal em cada viveiro. Se for mais de um par devem ser mantidos distantes, pois costumam se agredir causando ferimentos e até a morte. Em viveiros grandes se sentem mais seguras e conseqüentemente a reprodução é melhor. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidas de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos de forma a receber o sol da manhã.
Tamanho da anilha: 11 mm.
Fezes: Pastosas. Líquidas ou brancas significa doença.