Yorkshire ideal


"....Em 1961, Golding desenhou o modelo que é adotado até hoje pelos ingleses, onde o prolongamento do dorso não se alinha com a nuca, a cauda parece pressionar as asas para cima, peito com curvatura acentuada, mantida ainda a posição ereta original...."

Autor: Desconhecido



Yorkshire

País de origem: Ilhas Britânicas - Condado de York

HISTÓRICO


Há referências aos canários criados no Condado de York a partir de 1820
Tais canários não tinham, porém, um padrão definido e, em 1897, os criadores resolveram estabelecer o tipo que deveria ser atingido. Logo após surgiu o padrão desenhado por Norman do pássaro denominado York anel.
Utilizando os pássaros existentes e o Bossu e, posteriormente, o Lancashire, os criadores conseguiram um pássaro relativamente grande, esguio e de posição ereta mas que dificilmente chegava ao padrão desejado.
Em 1927, Vowles desenhou o segundo modelo com a cabeça mais volumosa, nuca, dorso e cauda alinhados, peito mais proeminente mas com a posição ereta original.
Em 1961, Golding desenhou o modelo que é adotado até hoje pelos ingleses, onde o prolongamento do dorso não se alinha com a nuca, a cauda parece pressionar as asas para cima, peito com curvatura acentuada, mantida ainda a posição ereta original.
Hoje os canários que ganham na Grã-Bretanha estão ligeiramente diferentes do modelo Golding mas este é o oficialmente adotado nas ilhas.
A COM adota o chamado tipo cenoura, que tende mais para o modelo Vowles.
Hoje sabe-se que o YORKHIRE tem também em seu padrão genético influência da raça Norwich, além das citadas acima.

O YORKSHIRE IDEAL

CABEÇA: Cheia, redonda e claramente definida. Nuca profunda e descendo em linha até a parte mais elevada dos ombros. Olhos mais centralizados possível em relação à cabeça. Ombros proporcionalmente grandes, arredondados e altos de onde emerge progressivamente a cabeça. Peito cheio e profundo com altura e largura correspondentes às dos ombros e ligado à base do bico em curva contínua que segue até a parte inferior da cauda.


CORPO: Bem arredondado e codificando-se gradualmente até a cauda (tipo cenoura).

POSIÇÃO: Altitude ereta e ativa, pernas longas sem serem rígidas e ligeiramente atrás da metade do corpo. Pés quase juntos quando em posição de concurso. Unhas curtas. Prolongamento da linha da coxa passando pelos olhos. Cerca de 85º com a horizontal.

PLUMAGEM: Compacta, curta e sem penas soltas. Asas proporcionalmente longas e coladas ao dorso e parte da cauda, que deve ser também compacta.

TAMANHO: Aproximando-se das 6 3/4", (17,3 cm), respeitando a proporcionalidade das partes.

Os pés devem gripar o poleiro quase juntos. O prolongamento da coxa, numa linha, deverá passar pelos olhos e o pássaro parece um soldado em posição de sentido.

O corpo fica numa posição entre 80º e 85º com a horizontal.
As pernas e pés, de influência fundamental nesse item, devem ser aqui apreciados. Pernas curtas, rígidas ou muito abertas prejudicam a tomada perfeita de posição.
Pássaros que por serem muito bravos ou por deficiência de estrutura não entram em posição devem ser penalizados com rigor (R e F).
A plumagem deve ser cerrada, isto é, compacta não apresentando zonas onde seja frouxa. Isto só pode ser conseguido com penas curtas e duras.
Normalmente as penas frouxas aparecem no peito, sob as asas (fachos) e na zona da cloaca. Neste último caso a forma de cenoura fica totalmente prejudicada e deve ser penalizada, proporcionalmente à imperfeição.
As asas devem ser longas, perfeitamente assentadas sobre o dorso e o ínico da cauda, com os encontros praticamente dissimulados na plumagem do corpo. As asas devem se juntar, sem se cruzar, com as primárias e secundárias combrindo toda a parte do dorso onde assentam. As penas das asas e cauda devem ser longas. A cauda representa praticamente 1/3 do comprimento total do pássaro, é compacta como uma piteira e parece forçar as asas para cima. Asas caídas ou cruzadas devem ser penalizadas com rigor.
Caudas abertas, com pontas desalinhadas, forma de rabo de peixe, arriadas ou por demais levantadas devem ser penalizadas com rigor.
O tamanho é de 6 3/4" correspondentes a aproximadamente 17,3 cm.
Os pássaros atuais têm um comprimento um pouco maior.
Os pássaros de pequeno tamanho devem ser penalizados com rigor. Os de tamanho maior (19 a 20 cm), quando o comprimento quebra a proporcionalidade da forma, devem ser penalizados.
Peito muito proeminente, reto ou côncavo quebra a linha inferior do perfil e deve ser penalizado, o mesmo acontecendo com a linha das costas. A penalização deve ser proporcional à imperfeição.
O pássaro deve ser olhado de frente e de costas, pois há pássaros que se apresentam muito bem quando de perfil, mas que possuírem ombros estreitos (menor dimensão que a linha das costas ao peito) perdem a forma quase circular que deve ter o ínicio do corpo.
Penas frouxas na região da cloaca arruinam muitas vezes a forma do corpo mas devem ser penalizadas no item plumagem.
Corpos muitos compridos ou muito curtos devem ser penalizados.
A cabeça deve ser considerada juntamente com o pescoço, isto é, da linha que define o corpo para cima.
A cabeça é grande, arredondada sob todos os ângulos, olhos o mais possível centrados, nítidos e sem sobrancelhas, fronte elevada, topo arredondado e a nuca acompanhando a curvatura do topo e concordando em sua inclinação com o ínicio do corpo. A curva de perfil sob o bico deve ser um prolongamento normal da curva que define o peito.
Fronte baixa, topo plano, nuca côncava, bico desproporcional, olhos mal posicionados e sobrancelhas devem ser penalizados.
Tamanho desproporcional da cabeça, faces pontiagudas e pescoço com curvas reversas devem ser penalizados com rigor.
Neste item devem ser analisadas a saúde e as condições de apresentação do pássaro.
Pássaros com penas sujas e pés com escamas devem ser penalizados nesse item.