Coccidiose em Aves Ornamentais

 


As coccidias são divididas em dois gêneros.
Fonte amgercal 



 

Coccidiose em Aves Ornamentais  

 

Agente causador: Coccidias (Eimeria e Isospora)
 Característica do agente: protozoário altamente resistente no meio ambiente, tanto a desinfetantes quanto a alguns medicamentos.
As coccidias são divididas em dois gêneros:
· Gênero Eimeria: a forma infectante é um oocisto com quatro esporocistos contendo dois esporozoítos cada um (somando oito esporozoítos, os quais penetra cada um, uma célula intestinal). Cada oocisto pode se transformar em 1800 novas formas. Acometem preferencialmente galinhas e faisões.
· Gênero Isospora: possui oocisto com dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada um, somando oito esporozoítos. Acomete aves silvestres e ornamentais.
· Apresentam especificidade pelo hospedeiro, ou seja, as coccidias de aves não acometem outros grupos, e vice-versa.
Isospora – acomete canários e pintassilgos
Características
· Morfologia do Oocisto esporulado: Dois esporocistos com e quatro esporozoítos cada um.
· Hospedeiro Predileto: passeriformes (canários de cor, canários de porte, canários Roller, pintassilgos, bicudos, pássaro-preto, curiós, canários, trinca-ferro), psitacídeos, etc.
· Órgãos Acometidos: intestino delgado e grosso (já foi encontrado em pulmão e fígado encistado).
· Número de gêneros: vários, sem induzir imunidade cruzada.
Ciclo de Vida
Em ambos os gêneros, o ciclo de vida é semelhante.
· A contaminação: ingestão do oocisto esporulado (maduro).
· A esporulação: quando o oocisto esporula formam-se os esporocistos com os esporozoítos dentro; o processo ocorre após a eliminação dos oocistos através das fezes de aves contaminadas, em meio ambiente natural, sobre condições de temperatura, umidade e oxigenação.
· A transmissão: ingestão dos oocistos.
· A penetração dos órgãos: sob ação das enzimas digestivas e dos sais biliares no trato digestivo, sofrem ruptura da dupla membrana de proteção, liberando os esporozoítos. Cada esporozoíto penetra em uma célula intestinal, e se desenvolvendo em trofozoíto, primeiro estágio celular do ciclo assexuado das coccidias.
· Continuidade do ciclo: Passado o período de maturação, este trofozoíto se rompe liberando os merozoítos de primeira geração, que penetram novamente nas células intestinais. Estes por sua vez geram os esquizontes de primeira geração, que ao se romper liberarão novos merozoítos, que ao voltarem para as células, farão o ciclo sexuado. Teremos a formação de macrogametócitos (fêmeas) e microgametócitos (machos que liberam os microgametas para fecundação dos macrogametas femininos), cuja união produzirá oocistos imaturos que romperão a célula intestinal sendo eliminados do hospedeiro pelas fezes.
· Proporção de destruição dos tecidos: todas as fases celulares do ciclo destroem 1 célula intestinal, e 2048 células serão destruídas para cada oocisto que for ingerido. Estas células que, são responsáveis pela absorção de nutrientes como, vitaminas, sais minerais, carotenóides, carboidratos, lipídeos, proteínas, água, e alguns medicamentos, são impedidas de funcionarem.
· Proporção de crescimento do parasita: Como na multiplicação das coccidias pode haver repetição do ciclo assexuado antes de completar o ciclo sexuado, teremos um crescimento deste parasita em progressão geométrica.
· Tempo de eliminação do parasita: estes oocistos começam a serem eliminados nas fezes das aves, após três dias da contaminação pelas coccidias. As aves não eliminam oocistos todos os dias nas fezes. Os exames diagnósticos podem ser refeitos em dias variados.
· As fêmeas em época de reprodução apresentam uma diminuição nas quantidades de enzimas digestivas e sais biliares, reduzindo a contaminação e a contagem nos exames de fezes, mas em outra fase do ciclo tornam-se susceptíveis, porém sempre em menores proporções que os filhotes e os machos.
· As coccidias dificilmente são eliminadas do plantel, mas os surtos só ocorrem quando as aves não foram submetidas à um planejamento preventivo, antes de entrar em reprodução, através de exames de fezes para diagnóstico e controle do efeito dos tratamentos, e imunização controlada.
· Cada tipo de coccidia possui um a área de predileção no intestino para o desenvolvimento do seu ciclo vital.
· Não existe imunidade cruzada entre as coccidias.
Transmissão:
· Ingestão de oocistos que saem nas fezes das aves, e contaminam os alimentos e a água.
· Contaminação de ave a ave.
· Aves silvestres que adentram o criatório.
· Partícula de fezes secas contaminadas dispersa no ar (locais de concentração de aves: viveiros superlotados, feiras e campeonatos).
Sintomas:
Forma subclínica
Aves que não apresentam sintomas, havendo dificuldade no diagnóstico.
Filhotes
Aves mais susceptíveis e frágeis desenvolvem os sintomas mais característicos da doença: mortalidade de filhotes em crescimento e os filhotes de primeira semana de vida, ainda nos ninhos; perda de peso podendo chegar até a síndrome do peito seco; perda da coloração das penas; doenças concomitantes; diarréia de ninho; diarréia amarela.
Adultos
Baixa fertilidade; baixa produção de ovos; ovos fracos, em termos de qualidade nutricional para os embriões; ovos de casca mole; fezes com alimentos mal digeridos ou com camada de muco na superfície; fezes que ficam pulverizadas no fundo da gaiola; diarréia amarela, acastanhada ou negra com sangue digerido. Pintassilgos apresentam o intestino muito dilatado, inchado e com enterite catarral.
Geral
Fezes pastosas, ou com muco; diarréia desde amarelada até com estrias de sangue ou pretas (sangue digerido); alimento mal digerido nas fezes, acompanhado de perda de peso;
Aumento excessivo de apetite, sendo que algumas aves até dormem ou morrem no comedouro; apatia e prostração; penas arrepiadas; “fêmeas suadas” no ninho, causado pela umidade das fezes dos filhotes com diarréia; ninhos úmidos; cloaca dos filhotes suja; problemas de pele e de muda atrasada.
Lesões:
Lesões na parede de diferentes porções do intestino, do tipo catarral, hemorrágica e necrótica. Lesões em diferentes profundidades da parede intestinal.
Diagnóstico:
Evolução da criação e do surto; exames das fezes que entram no criatório após retornarem de exposições longas, ou após um empréstimo como reprodutoras; exames de quarentena; exames de fezes individuais ou coletivos; necropsia de aves mortas, fazendo exame de raspado intestinal; exames histológicos para verificarmos os oocistos na parede intestinal; diagnóstico com base no escore de lesão intestinal.
Prevenção e Controle:
A prevenção se baseia nas principais causas de surtos de coccidias: falhas no sistema de desinfecção; dificuldade de desinfecção do ambiente; extrema resistência dos oocistos; evitar a eliminação completa dos oocistos, pois impedirá a geração de imunidade, podendo haver uma reinfecção; Realizar necropsia em todas as aves que morrerem no plantel. Realizar exames de fezes pelo menos à cada 6 meses para controle, principalmente antes da reprodução. Medicamentos que acabam totalmente com a coccidia não permitem que o plantel gere imunidade. O ambiente fica altamente contaminado proporcionando novo surto. Evitar superpopulação. Manter sempre limpo o ambiente, e a desinfecção só resolvem com calor, e de preferência calor úmido (Vaporetto ou esterilização em estufas). Quarentenar aves novas no plantel, ou aquelas que tenham ido para campeonatos ou casa de colegas. Usar medicamentos alopáticos ou homeopáticos de forma estratégica. Aconselhamos uso de gaiolas com grades de separação da bandeja; evitar contacto da ave com as fezes; evitar a areia no fundo das gaiolas. Passar comedouros e bebedouros de metal no fogo, e ferver comedouros de plástico. Evitar entrada de aves silvestres nos criatórios.
Tratamento Alopático:
A base do tratamento são medicamentos coccicidiostáticos ou coccidicidas, porém estes tratamentos devem ser acompanhados com exames de fezes antes e depois da medicação, para analisarmos a eficácia dos mesmos. Podemos acompanhar o plantel com medicação de suporte (soro e fontes nutritivas). Qualquer tratamento ou criação que o adote deve ser vistoriada com exames de fezes pelo menos a cada 6 meses. A base dos medicamentos alopáticos são: clopindol (Coccinon Vitasol – que é o coccidex registrado no Brasil), toltrazuril (Baycox), amprólio (Amprolbase - preventivo); quinolonas (Statil – fora de linha); sulfas (neo-sulmetina – causa esterilidade em machos), nitrofuranos (NF-180 proibido no Brasil), etc. Todos são eficazes, desde que usados de forma estratégica para cada princípio ativo, nas doses corretas orientadas no bulário.


Coccinon–Vitasol Amgercal (011-3611-2015/ 3611-2226 envia para todo o Brasil
Coccinon-Vitasol é um anticoccídico, indicado para a manutenção da saúde dos pássaros e das aves criadas em cativeiro, controlando e tratando a coccidiose. Age já no dia da exposição do pássaro às coccidias, tornando-o excelente para uso em momentos de risco de contaminação, como campeonatos, exposições, feiras, concursos, empréstimos de reprodutores, chegada ao novo criatório, etc. Mantém os pássaros imunes ao desenvolvimento dos esporocistos de coccidias no epitélio do trato digestivo por até 60 dias (longo período no qual, sem ele o ciclo já teria se completado e se refeito). Caso o Coccinon-Vitasol seja suspenso, e o ambiente de criação dos pássaro estiver muito contaminado, este estágio de latência da coccidiose pode se manifestar, à medida que o parasita retoma seu desenvolvimento. Coccinon-Vitasol auxilia no controle e tratamento da coccidiose nas fases mais críticas da criação dos pássaros e de outras aves. Possui uma suplementação de vitaminas, na forma solúvel, com um especial concentrado em vitamina C especialmente indicado para pássaros e outras aves de criação em fase de muda de penas, graças a ação da vitamina A, D3 e Biotina, juntamente com os demais complexos vitamínicos.
Modo de usar
Coccinon-Vitasol é indicado para uso preventivo e curativo.
Prevenção: dose de 20g em 1kilo de alimento ou 1 litro de água (1g em 50ml/ ou 50g) desde o 1º dia de idade.
Tratamento: 40,0 – 60,0g em 1kilo de alimento ou 1 litro de água (2 a 3g em 50ml/ ou 50g)
oferecer durante 2 a 4 dias a partir do 1º sintoma clínico de fezes diarréicas, suspendendo quando cessar os sintomas clínicos; voltando à dose preventiva.
Tratamento Homeopático:
São medicamentos indicados para diarréia, como Arsenicum album 6CH; ou Podophylum 6CH; ou Colocynthis 6CH; Escolha uma medicação pela similitude, use na dose de 10 gotas em 2 litros de água, devendo haver melhora do quadro em 48 horas; ou então, troca-se à medicação.