POSTURA CRÔNICA DE OVOS EM AVES

 


A postura crônica de ovos ocorre quando a fêmea bota uma quantidade maior de ovos do que o normal, ou na ausência de um macho, ou fora da época reprodutiva.
Autor: GREG HARRISON 




 

POSTURA CRÔNICA DE OVOS EM AVES  

A postura crônica de ovos ocorre quando a fêmea bota uma quantidade maior de ovos do que o normal, ou na ausência de um macho, ou fora da época reprodutiva
Aves de outras espécies, brinquedos, e até os humanos podem servir como “parceiros substitutos”, estimulando a postura. Este problema é mais comum nas aves criadas em cativeiro desde filhotes.
Estas fêmeas podem exibir perda de penas, emaciação por constante regurgitação, e dermatite moderada ao redor da cloaca como conseqüência de um comportamento masturbatório. A retirada dos ovos estimula uma segunda postura. Os psitacídeos domesticados como agapornis, calopsitas, e periquitos são os mais afetados. Acredita-se num desbalanço hormonal nestas espécies, mas há também uma seleção crônica realizada pelos criadores, em manter os animais mais produtivos, até em diferentes ambientes, como plantel.  

Fêmeas que recebem uma dieta adequada, podem realizar a postura continuada por muitos anos sem qualquer problema. Infelizmente, na maioria dos casos, a alimentação inadequada somada ao estresse e a demanda fisiológica normal para a formação do ovo, podem comprometer a fêmea. A deficiência de cálcio pode levar a uma produção anormal de óvos, inércia reduzida no oviduto, e fraqueza muscular generalizada.  

 

A terapia médica é direcionada para a correção da dieta e anormalidades reprodutivas. Vitaminas e minerais devem ser administrados, além de tratamento hormonal ou castração (ovariosalpingohisterectomia) nos casos recidivantes ou refratários.
A utilização de tratamento hormonal deve ser realiza com cautela, pois a depressão, poliúria, ganho de peso, dano hepático, imunossupressão, e diabetes mellitus principalmente em calopsitas, podem ocorrer posteriormente.